Burca, pra que te quero?

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A ofensiva europeia contra o uso de burcas e outras vestimentas tradicionais muçulmanas em público nada mais é do que uma tentativa um pouco, veja bem, apenas bem pouco, velada de conter a expansão do islamismo. Garantir a identificação das pessoas nas ruas e, consequentemente, a segurança pública? Que nada! É puro medo de que a “cultura europeia”, que não tem nem um pouquinho de influência árabe, fique mais descaracterizada e menos europeia.

Primeiro foi a Bélgica, que teve uma lei do tipo aprovada pela Câmara Baixa do Parlamento no dia 29 de abril. O próximo passo é ser aprovada pelo Senado – o que deve ocorrer. Ontem, foi a vez da França. Não bastasse a xenofobia trabalhista no país, que volta e meia acusa imigrantes de roubarem os empregos locais, o governo francês aprova um projeto de lei que proíbe o uso em público do véu islâmico integral. Tudo em nome da segurança e da “dignidade da pessoa humana”.

Pergunto-me que dignidade há em ser proibido de usar a roupa que queremos. E nem adianta dizer que as roupas islâmicas atentam contra a “moral e os bons costumes”, ora bolas! Há um fato nisso tudo: difícil negar que a cultura muçulmana seja extremamente machista e trate as mulheres de forma submissa. Mas de que adianta hastear a bandeira da liberdade, da dignidade e da igualdade se o fizermos à la EUA
invadindo uma infinidade de países para disseminar a democracia?

Gentilezas

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Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta


Gentileza
Marisa Monte

Quem disse que os habitantes de cidades gigantescas como São Paulo são todos uns individualistas e mal-educados? Mudei-me para a capital paulista há duas semanas e tive algumas felizes surpresas. A primeira foi perceber que, quando não há espaço para duas pessoas cruzarem ao mesmo tempo, e em sentidos opostos, a mesma calçada, muitos paulistanos têm paciência suficiente para dar passagem à outra pessoa.

Mais agradável que isso foi estar perdido num bairro desconhecido, pedir informações a um velhinho que levava o totó para passear, ele sacar o celular e ligar para alguém encomendando um caminho. Adorei a gentileza. Tudo bem que foi numa região nobre, em que o povo tem mais tempo e menos preocupações para se ocupar com favores – Alto de Pinheiros, mas tá valendo.

Já Belo Horizonte, que, apesar de também ser capital, é conhecida por manter traços típicos de roça, às vezes me faz sentir extremamente solitário e abandonado. Essas pequenas experiências aqui me obrigaram a me lembrar de uma tarde na fila do sanduíche em frente ao Carrefour do Shopping Del Rey.

Minha namorada, a Luciana, e eu estávamos com fome e fomos ao quiosque com a ideia de comprar um sanduíche e dividi-lo. O esquema lá é assim: você compra a ficha em uma fila e entra numa segunda fila para pedir a comida.

Só que na segunda etapa, notei que a mulher à nossa frente não tinha ficha e estava debatendo com um cara, na primeira fila, o que os dois comeriam. Eles haviam se dividido, um em cada ala, para conseguirem sair com o sanduíche mais rápido. Comentei com a Lu, e ela percebeu e reclamou alto “gente folgada é foda” – o que suscitou a imediata reação da folgada.

Daí em diante, não me lembro muito bem, mas guardei algumas frases-chave. Resumindo:

Reclamamos que eles estavam furando fila, pois não haviam seguido a ordem certa de comprar numa fila e pedir comida na outra, como todos faziam. Ela (e depois o cara também entrou na discussão) disse que não estavam fazendo nada de errado, e que aquilo era o que pessoas inteligentes faziam. Perguntei se ser inteligente era passar na frente dos outros. O barraco estava armado.

As pessoas na fila assistiam à cena sem qualquer participação. Alguns até esboçavam um sorriso. Mas outro, quando os babacas pegaram o sanduíche e foram embora, finalmente expressou a solidariedade que não teve coragem de demonstrar no meio da baixaria.

Aquilo ficou fixo na minha cabeça durante alguns dias, e ainda me pergunto: ser educado, solidário e pensar em deixar aos outros as mesmas chances que nós próprios temos é ser burro? Hoje em dia não há mais espaço para gentileza? Está fora de moda não pensar apenas no próprio umbigo? É por isso que o mundo está fodido.

O futuro do país é agora

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Neste sábado fiz um esforço descomunal (para alguém recém-formado e desempregado) para acordar às sete da madrugada e assistir à apresentação de um trabalho do meu irmão na escola. De quebra, estiquei o "expediente" e vi vários outros. Todo ano, o colégio dele promove uma feira aberta, que sempre tem um “mote”. Desta vez, o tema central foi “Cidadania: uma construção coletiva”. Foram 23 trabalhos, feitos pelos alunos do primeiro e do segundo anos. Cada grupo fazia uma apresentação para avaliação dos professores e, paralelamente, mantinha um estande para explicar o assunto às pessoas que chegassem em horários diferentes.

O tema do grupo do meu irmão eram os idosos. Foi uma exposição interessante, em que eram apontados alguns dos principais problemas enfrentados pelas pessoas mais velhas, como o abandono. O pai ou a mãe ficam velhinhos e, em muitos casos, a solução encontrada pelos filhos é interná-los em um asilo. Detalhe: isso pode acontecer mesmo que os pais sejam os provedores do lar. Ou seja, eles não só pagam as contas dos filhos que os internam como a do asilo. Quer descaso maior que isso? A vida inteira cuidando de um filho que, no final das contas, só quer se ver livre de um "estorvo". No estande do grupo, no meio de uma meninada brincando com cadeira de rodas, bengala, urinol, penico e uma dentadura, eles disponibilizaram, entre outros vídeos, uma reportagem da Record que mostrava uma incrível covardia. Nas imagens, uma mulher e o marido são flagrados dando socos, tapas e puxando os cabelos da mãe dela.

Pouco depois da saída dos “anciães” da sala, um exército de sete meninas de roupas iguais invadiu o recinto gelado pelo ar condicionado. Vestidas de blusinha vermelha estampada, o figurino reproduzia em parte a imagem da estampa: a mulher de roupa azul de operária, lenço na cabeça, mostrando o braço forte, sob o lema: “We Can Do It!”. De lenço e batom vermelhos, as meninas desfilaram com as conquistas de direitos pelas mulheres, as histórias (questionáveis, se existiram ou não) da origem do Dia Internacional da Mulher (8 de março, quando também se comemora meu aniversário!), da queima de sutiãs como protesto, Lei Maria da Penha, mulheres trabalhando etc.

Mas pra tudo tem que ter um lado negativo né, então, elas trataram de apontar as conseqüências ruins da emancipação feminina. ELAS no trabalho, segundo o grupo, causaram, por exemplo, um aumento no número de crianças abandonadas, porque já não dão tanta atenção ao lar. Ei, peraí, e quem disse que isso é de responsabilidade exclusiva das mães? E os pais? Eles não têm nada a ver com isso? Para minha satisfação (e para crítica silenciosa à “pequena” e compreensiva omissão), um dos professores comentou, ao final, que se sentiu muito mal durante a apresentação e que os homens também poderiam começar a reivindicar mais espaço de atuação no lar e na criação dos filhos, para dividir as tarefas com mais igualdade. Ufa!, pensei. Ah, não podia esquecer: o grupo encerrou o trabalho com a música “Mulheres”, do Martinho da Vila. Gosto, mas quer coisa mais machista? O cara que pega e usa um monte de mulheres, mas diz pra musa inspiradora que ela é a pessoa da vida dele.

Entre os estandes que achei interessante, um sobre lixo e reciclagem. Lá descobri que é possível fazer roupas a partir de garrafas PET recicladas. E que uma camiseta desse material custa praticamente o mesmo que uma de algodão.

O grupo que falou sobre tráfico de animais me contou coisas terríveis. Não chequei os dados, mas eles disseram que 3 mil animais silvestres são transportados ilegalmente todo dia entre Manaus e o eixo Rio-São Paulo. De cada dez, apenas um chega vivo ao destino! E os métodos de transporte? Os piores possíveis: pássaros amontoados dentro de canos de PVC com furinhos, dentro de meias, empacotados em barrigas falsas de grávida. Bichos sedados, com pelos ou penas raspadas e, por vezes, olhos furados. Cruel.

Outro grupo falou sobre o funcionamento de trabalhos voluntários, como os da Cruz Vermelha e das ainda pouco conhecidas Apacs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). Os alunos resolveram fazer a parte deles e botaram as mãos na massa, numa campanha de arrecadação de brinquedos usados para presentear no Natal as crianças de um instituto de caridade.

Iniciativa louvável e tão necessária pra ajudar esse país carente de espírito de cidadania, solidariedade, a feira apresentou trabalhos muito legais em várias áreas. Mas alguns assuntos são espinhosos, difíceis de se explorar e cheios de estereótipos fáceis de se comprar. Depois da implicância com algumas coisinhas da apresentação sobre mulheres, encasquetei com outra sobre nossa Constituição. O garoto que me mostrou o trabalho contou que o grupo havia se dividido em duas partes, representando os "direitos" e os "deveres" do cidadão. Segundo ele, só tem direitos aquele que cumpre com seus deveres.

Perguntei se o inverso também valia, ou seja, se só aquele que tem direitos cumpre com seus deveres, e se um pobretão, por exemplo, que entra pro mundo do crime, tinha seus direitos garantidos. Acredite se quiser, o menino disse que muita gente vira criminosa porque sabe que vai ter uma vida melhor na prisão, com teto, comida e roupa lavada! Aí foi o fim da picada. Eu insisti, perguntei se mesmo com superlotação e péssimas condições, os presídios continuam tão atraentes. Ele disse que lá as pessoas têm seus direitos garantidos. Relevei. Prefiro acreditar que ele está muito mal informado. Afinal, num colégio onde só estudam pessoas de classes média e alta, fica realmente difícil de enxergar a dificuldade em se contentar com a tarefa de respeitar as normas do país sem, no entanto, ter um mínimo de dignidade humana.

Notas sobre a missão de paz no Haiti

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Ontem foi o último dia do Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado e Outras Situações de Violência, em São Paulo, de que participei como observador. O curso, realizado pela Oboré, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, foi encerrado com o coronel Gerson Pinheiro, oficial de Comunicação Social do Exército brasileiro no Haiti. De forma muito clara e serena, ele fez uma espécie de briefing sobre o desenrolar da situação no país, onde participou por oito meses da MINUSTAH (Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti), e, em meio a histórias dramáticas de violência e miséria, contou diversas curiosidades.

O Brasil é o país com o maior contingente das forças armadas (1282), e, por isso, detém o comando das operações militares. O “Force Commander”, que ocupa o maior cargo na área, é ninguém menos que o General Floriano Peixoto! Sem brincadeira, o nome é esse mesmo.

O coronel disse que, desde o início das operações, em 2004, é realizada uma “Operação Psicológica”, pesquisa de opinião entre os haitianos sobre aprovação da presença das tropas internacionais no país. A maior parte das áreas da capital, Porto Príncipe, tinha uma média de pouco menos de 80% de aceitação. Hoje, apesar de a pobreza e a falta de recursos essenciais como água tratada continuarem em situação calamitosa, o país está mais seguro, e a rejeição começa a aumentar nos bairros de “classe média”, menos carentes.

Segundo Gerson, “dinheiro pro Haiti não falta”. Ele disse que esse é o país com a maior quantidade de projetos internacionais de ajuda humanitária. O Haiti, que tem cerca de 9 milhões de habitantes, 70% de desemprego, 48% de analfabetismo e apenas 20% das casas com água encanada, depende de doações internacionais em 80% de seu orçamento! Com tantos projetos, pergunto-me por que a pobreza e a violência continuam crônicas, e como os responsáveis por essas ações esperam que o país consiga algum dia caminhar por conta própria.

O coronel contou que, às vezes, o trabalho do Exército se choca com o da ONG Viva Rio, que promove atividades culturais e sociais no Haiti para promover a paz. Isso porque a Viva Rio mantém contato direto com alguns haitianos criminosos, para tentar usar a influência que eles têm e transformá-los em líderes comunitários, fora do mundo do crime. O problema é que nem sempre o apelo funciona e eles voltam a praticar delitos. O resultado é que as tropas internacionais, vez ou outra, pegam o cara em flagrante ou têm que ajudar a cumprir um mandado de prisão (atualmente, só policiais haitianos podem prender alguém). Teve até uma vez em que um homem importante para o projeto foi preso e a ONG pagou a fiança.

Crianças e mulheres, ainda segundo Gerson, ocupam um lugar extremamente subalterno perante os homens, que são muito violentos entre si. Esse é o motivo, inclusive, para que, quando uma ONG decide distribuir alimentos, as tropas brasileiras organizem um esquema de segurança pra entregar a comida apenas às mulheres, que são acompanhadas até suas casas para não serem saqueadas. Também é grande o número de mulheres que chegam à enfermaria das forças armadas com a cabeça rasgada, atingida pelo marido com uma garrafa de vidro.

Se as haitianas precisam proteger a cabeça por causa da violência, alguns políticos como Hillary Clinton fazem questão de serem filmados e fotografados andando pelas ruas de Porto Príncipe sem capacete, para mostrar como o país está seguro.

Também achei interessante quando o coronel contou a história de uma foto da agência France Presse. Na imagem, um militar brasileiro cumprimenta uma criança haitiana com um soquinho em sua mão. O fotógrafo entregou a foto a Gerson dizendo que as tropas dele estavam como que “atrapalhando” o trabalho da imprensa, já que não encontrava cenas de confronto e destruição para fotografar. E que a única coisa interessante que encontrou foi aquele episódio – ele achou que o militar se preparava para dar um soco na criança, e não, que ia cumprimentá-la.

Só mais dois casos: o rapper MV Bill, conhecido por denunciar as desigualdades sociais, o racismo e o estigma de “pobre como bandido”, visitou o Haiti e se emocionou ao entrar em um bar. Lá dentro, deu de cara com uma bandeira do Brasil pintada na parede e descobriu que, ali, as pessoas se reúnem em dia de jogo da seleção brasileira em torno de uma TV a bateria para torcer pelos nossos craques. Para Gerson, existe um sentimento entre os haitianos como se o Brasil fosse o "irmão mais velho que deu certo" - vide nosso passado escravocrata (e a atual desigualdade social).

O último: às onze horas de certa noite, uma patrulha brasileira passou por um tap-tap (veículo de quatro rodas tipicamente usado no Haiti como transporte público) tocando música muito alta, desconfiou da atitude dos passageiros e os mandou descer. Depois da revista, nada foi encontrado e os homens foram liberados. Só que o motor do tap-tap não pegava. O chefe da patrulha não hesitou: “atenção, homens, descer da patrulha e empurrar o carro!”. O que começou de forma hostil terminou com os haitianos indo embora felizes da vida, acenando para os brasileiros.

Estado bandido

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Dá pra acreditar quando dizem que tortura é coisa do passado? Da ditadura militar? O último caso a deixar claro esse ainda é um “método” de alguns policiais é o dos jovens que foram torturados e humilhados por policiais militares na cidade de Timbó, em Santa Catarina. Os PMs teriam invadido o apartamento onde eles faziam uma festa, depois de terem retornado ao local pela quarta vez, acionados por vizinhos incomodados com o barulho. Mas um detalhe não deixou a ação passar despercebida: antes da invasão, um dos rapazes posicionou uma câmera filmadora em cima de uma estante, que captou as agressões.

É, mas apesar dessa prova, no mínimo, contundente do absurdo, a PM de Santa Catarina apenas reconhece que houve “excesso de força”. Isso não é um grave eufemismo para tortura? Qual foi a resistência oferecida pelos meninos? A PM-SC ainda foi além, dizendo que os jovens armaram aquela cena para “denegrir a imagem da polícia”! Quem, a não ser um lutador de vale tudo ou masoquista, gostaria de apanhar e ser humilhado como aconteceu naquele apartamento?

E quem são esses policiais, que, em vez de fazerem cumprir a lei, desrespeitam-na de cabo a rabo? O que esperar de gente que deveria manter a paz mas traz violência? Os próprios policiais militares dizem que, às vezes, o “uso da força” é necessário. Mas essa “força” não pode ser confundida com violência pura e gratuita, como neste caso de evidente e cruel tortura. Os policiais aprendem nas escolas de formação que, para usar a força, é preciso internalizar algumas regras, como um código de conduta profissional, as leis brasileiras, e respeitar princípios como o da “legalidade” e o da “necessidade”. No caso em questão, os dois foram sumariamente desprezados. Que direito e necessidade um PM tem de bater em alguém indefeso, rendido, sem qualquer poder de reação?

Pergunto-me, agora, fazendo coro a movimentos como o Tortura Nunca Mais, há tempos na luta contra essa prática enraizada e difícil de se eliminar, quantas pessoas não estão sendo torturadas neste momento no Brasil por algum policial? Ou na minha cidade? E sem uma câmera para “provar”. Entre aspas, porque nem essa evidência foi capaz de levar a PM de Santa Catarina a assumir, reprovar e a punir categoricamente a prática. O soldado agressor foi transferido para um trabalho administrativo e vai responder a um inquérito. Ele foi identificado no vídeo por outro jovem que já havia sido agredido por ele com pancadas e um tiro no braço, depois de ter sido parado, junto com outros amigos, em uma blitz, por terem seis pessoas no carro, e não cinco.

Quais são as competências da polícia? De tomar conta da segurança pública, fazendo respeitar as leis e representando o Estado em seu monopólio da força, não é mesmo? E isso inclui a captura de suspeitos ou pessoas envolvidas em flagrante delito, a detenção provisória (o período antes do julgamento), o uso da força e o das armas de fogo. São os chamados “funcionários encarregados de aplicação da lei”.

Os policiais sentem uma enorme raiva da impunidade de bandidos? Não agüentam ouvir ofensas dos criminosos sem esboçar reação? Tudo bem, o sentimento de impunidade reina na população brasileira, mas há critérios para tudo na atuação policial. Há, principalmente, direitos humanos fundamentais que NUNCA podem ser desprezados, como a proteção da vida, da dignidade, buscando uma solução pacífica para os conflitos, e não respondendo às contravenções com mais violência – às vezes, totalmente desnecessária.

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